MÚSICA DO DIA
Thin Lizzy - Parisienne Walkways
Hoje só vou postar uma musiquinha... quem começar a ouvir e notar alguma semelhança com a música "Ternura" de Roberto Carlos (que atualmente tá na novela Duas Caras) vai ter que pesquisar pra saber quem copiou quem, pois a música de Roberto Carlos é dos anos 60...
12 dezembro 2007
1911 - Fundação de Nova Delhi
No dia de hoje, no ano de 1911, o rei Jorge V da Inglaterra fundava a cidade de Nova Délhi, onde se estabeleceu a sede do governo colonial britânico na Índia.

Hoje, a cidade é o "portal de entrada" da ìndia, um dos lugares que tenho grande vontade de um dia conhecer. Não falo muito hoje, mas mostro algumas imagens de lá.

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MÚSICA DE HOJE
Uma música Indiana pra ouvir lendo.
Mantra 1378b - Bhagavan Mantra 1378b

Hoje, a cidade é o "portal de entrada" da ìndia, um dos lugares que tenho grande vontade de um dia conhecer. Não falo muito hoje, mas mostro algumas imagens de lá.

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MÚSICA DE HOJE
Uma música Indiana pra ouvir lendo.
Mantra 1378b - Bhagavan Mantra 1378b
05 dezembro 2007
Estampas Eucalol
Tem muita gente que canta essa música e não faz a mínima idéia do que sejam as "Estampas Eucalol"... engraçado, mas é verdade...
Bem, eu tive a sorte de conhecer as estampas Eucalol, mas não tive a de sermos contemporâneos. Na casa onde nasci, havia um guarda-roupas que trazia em uma das portas algumas dessas "estampas", ou melhor, "figurinhas", que alguém resolveu colar ali... acredito que tenha sido algum dos meus tios. Em tempos em que não havia cromos auto-colantes, essas figuras fizeram sucesso, pois traziam várias gravuras de personagens, lugares e outras coisas que encantavam jovens, crianças e adultos... Ah, e o Eucalol, pra quem não sabe, era um sabonete. Exatamente, um sabonete que foi muito conhecido na época... para matar a saudades de uns e a curiosidade de muitos, seguem uma propaganda so Eucalol, a letra da música e a mesma para ouvir... basta clicar no play...

Estampas Eucalol
Composição: Hélio Contreiras
Montado no meu cavalo
Libertava Prometeu
Toureava o minotauro
Era amigo de Teseu
Viajava o mundo inteiro
Nas estampas Eucalol
À sombra de um abacateiro
Ícaro fugia do sol
Subia a Monte Olimpo
Ribanceira lá do quintal
Mergulhava até Netuno
No oceano abissal
São Jorge ia prá lua
Luta contra o dragão
São Jorge quase morria
Mas eu lhe dava a mão
E voltava trazendo a moça
Com quem ia me casar
Era a minha professora
Que roubei do rei Lear
MÚSICA DE HOJE:
Estampas Eucalol - Xangai
Bem, eu tive a sorte de conhecer as estampas Eucalol, mas não tive a de sermos contemporâneos. Na casa onde nasci, havia um guarda-roupas que trazia em uma das portas algumas dessas "estampas", ou melhor, "figurinhas", que alguém resolveu colar ali... acredito que tenha sido algum dos meus tios. Em tempos em que não havia cromos auto-colantes, essas figuras fizeram sucesso, pois traziam várias gravuras de personagens, lugares e outras coisas que encantavam jovens, crianças e adultos... Ah, e o Eucalol, pra quem não sabe, era um sabonete. Exatamente, um sabonete que foi muito conhecido na época... para matar a saudades de uns e a curiosidade de muitos, seguem uma propaganda so Eucalol, a letra da música e a mesma para ouvir... basta clicar no play...

Estampas Eucalol
Composição: Hélio Contreiras
Montado no meu cavalo
Libertava Prometeu
Toureava o minotauro
Era amigo de Teseu
Viajava o mundo inteiro
Nas estampas Eucalol
À sombra de um abacateiro
Ícaro fugia do sol
Subia a Monte Olimpo
Ribanceira lá do quintal
Mergulhava até Netuno
No oceano abissal
São Jorge ia prá lua
Luta contra o dragão
São Jorge quase morria
Mas eu lhe dava a mão
E voltava trazendo a moça
Com quem ia me casar
Era a minha professora
Que roubei do rei Lear
MÚSICA DE HOJE:
Estampas Eucalol - Xangai
02 dezembro 2007
40 anos de "Magical Mystery Tour"
Essa semana, mais precisamente no dia 27, o disco "Magical Mystery Tour" dos Beatles era lançado na Inglaterra. Isso, é claro, no ano de 1967. Eu não quero deixar a data passar em branco, mas também não quero apenas falar sobre o disco, pois isso é fácil achar na internet... por isso, resolvi falar sobre a minha história com este disco...

Quando eu era pequeno, em algum lugar da vizinhança, era possível ouvir este disco tocando. Talvez por isso eu tenha associado as músicas nele contidas com a casa onde nasci, com sombra de árvore num muro de tijolos ao por do sol, com folhas caídas pelo chão, e um monte de outros detalhes que me matam de saudades.
Anos mais tarde, quando comecei a redescobrir os Beatles, este não foi um dos primeiros discos que comprei, mas quando o fiz, tive a deliciosa surpresa de achar nele aquela sequência de canções que tanto me era familiar. Era como acordar cedo e sentir o cheirinho do café pela casa. Ali estavam todas aquelas pérolas maravilhosas:
Lado A (sim, eu sou do tempo do LP)
Magical Mystery Tour
The Fool on The Hill
Flying
Blue Jay Way
Your Mother Should Know
I Am The Walrus
Lado B
Hello Goodbye
Strawberry Fields Forever
Penny Lane
Baby You're a Rich Man
All You Need Is Love
Para mim era um orgasmo múltiplo. E eu ligava a minha máqina do tempo, que na época eu chamava de vitrola, e deixava rolar aquele bolachão preto delicioso.

Esta é a capa da versão em CD (que também existe em vinil, lançado nos anos 70 - que era exatamente o que eu ouvia um vizinho tocar).
E hoje já se vão quarenta anos que este disco foi lançado... e eu continuo amando-o, por esta simples história particular... eu até me arriscaria a dizer que é culpa dele eu ser um beatlemaníaco... benza deus!
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MÚSICA DO DIA
Não poderia deixar de ser uma deste disco, né? Vai uma então que não é tão conhecida do grande público, mas é uma das que mais me remetem ao passado:
The Beatles - Baby You're a Rich Man

Quando eu era pequeno, em algum lugar da vizinhança, era possível ouvir este disco tocando. Talvez por isso eu tenha associado as músicas nele contidas com a casa onde nasci, com sombra de árvore num muro de tijolos ao por do sol, com folhas caídas pelo chão, e um monte de outros detalhes que me matam de saudades.
Anos mais tarde, quando comecei a redescobrir os Beatles, este não foi um dos primeiros discos que comprei, mas quando o fiz, tive a deliciosa surpresa de achar nele aquela sequência de canções que tanto me era familiar. Era como acordar cedo e sentir o cheirinho do café pela casa. Ali estavam todas aquelas pérolas maravilhosas:
Lado A (sim, eu sou do tempo do LP)
Magical Mystery Tour
The Fool on The Hill
Flying
Blue Jay Way
Your Mother Should Know
I Am The Walrus
Lado B
Hello Goodbye
Strawberry Fields Forever
Penny Lane
Baby You're a Rich Man
All You Need Is Love
Para mim era um orgasmo múltiplo. E eu ligava a minha máqina do tempo, que na época eu chamava de vitrola, e deixava rolar aquele bolachão preto delicioso.

Esta é a capa da versão em CD (que também existe em vinil, lançado nos anos 70 - que era exatamente o que eu ouvia um vizinho tocar).
E hoje já se vão quarenta anos que este disco foi lançado... e eu continuo amando-o, por esta simples história particular... eu até me arriscaria a dizer que é culpa dele eu ser um beatlemaníaco... benza deus!
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MÚSICA DO DIA
Não poderia deixar de ser uma deste disco, né? Vai uma então que não é tão conhecida do grande público, mas é uma das que mais me remetem ao passado:
The Beatles - Baby You're a Rich Man
01 dezembro 2007
Dia Internacional da Luta Contra a AIDS

Quando eu era pequeno, uma doença nova começou a assustar o mundo. As pessoas andavam em polvorosa, assustadas, intranquilas. só se falava na tal da "AIDS". Era estranho porque, até então, ninguém se preocupava com uma coisa que podia eliminar a humanidade. Até onde me lembro, a doença mais temida era o câncer. Foi quando descobriram que a "AIDS" não tinha cura.
A situação desesperadora pediu providências desesperadas, e as campanhas contra a doeça foram obrigadas a quebrar tabus e falar abertamente sobre coisas como "camisa de vênus", ou "camisinha" como é mais conhecido o preservativo masculino. Passou a se falar também sobre "seringas descartáveis" na hora de injetar alguma coisa na veia. Isso ainda em tempos de censura...
Não sei se aquela situação de desespero funcionou como freio para as pessoas que, até então, não se cuidavam. Talvez sim, ou então, talvez hoje a humanidade estivesse apocalipticamente extinta, ou perto disso.
Infelizmente o tempo foi passando, a cura da AIDS não foi descoberta como se esperava e todos acabaram se acostumando com essa nova doença... e hoje, a camisinha não é mais do que um detalhe novamente... pelo menos é isso que parece pensar a maioria dos jovens. Tanto é que não é nada raro encontrar meninas grávidas por descuido.
Atualmente, uma campanha está sendo exibida na televisão, mostrando adolescentes saindo de casa e os pais falando para não esquecer da camisinha. Particularmente eu acho esse tipo de campanha um grande erro. Não pelo incentivo ao sexo, pois de forma alguma sou contra, mas pelo fato de não causarem nenhum impacto nas pessoas. A campanha não chama a atenção sobre a AIDS e sim sobre o fato de se ter pais avançados. Um exemplo disso é o material que mostra o pai dizendo ao filho que ele não sabe se o namorado vai levar camisinha. Quem não presta muita atenção no vídeo, prende-se ao fato de ver um pai agindo naturalmente na situação homossexual do filho. Parece muito mais uma campanha contra preconceito...
Precisamos acordar as pessoas e relembrar a todos que AIDS MATA!!! E não me venham com essa história de que ela não mata, que o que mata são as doenças que a pessoa tem quando está com AIDS... é o mesmo que dizer que um revólver assassina pessoas...
USEM A PORRA DA CAMISINHA!!!!!!!
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MÚSICA DO DIA
One - U2
Ao contrário do que muitos pensam, essa não é uma canção de amor. Ela fala sobre AIDS.
30 novembro 2007
Renovando o Blog
Eu sempre tenho vontade de escrever. E pra isso, já criei mais de 20 blogs ao longo de quase 10 anos... e no entanto, todos pereceram...
E aqui vou eu novamente tentar fazer deste blog minha janela de expressão.
Para isso, dei uma reformulada no layout, incluí alguns links de sites que tenho entrado muito recentemente...
Enfim, cá estou de novo tentando...
E aqui vou eu novamente tentar fazer deste blog minha janela de expressão.
Para isso, dei uma reformulada no layout, incluí alguns links de sites que tenho entrado muito recentemente...
Enfim, cá estou de novo tentando...
29 novembro 2007
Finalmente!
No último dia 22 (hoje são 8 dias depois) eu finalmente colei grau no curso de Comunicação Social - Jornalismo, na UESB. Engraçado que eu sempre imaginei que esse momento seria cercado, pelo menos, de uma aura estranha... mas foi uma coisa tão ordinária, comum, rápida e rasteira, que nem mesmo fiquei com a voz embargada...
Talvez tenha sido o meu momento mais importante nos últimos anos... mas faltou muita coisa. Faltou festa, faltou minha Avó, faltaram amigos, colegas... e mesmo apesar da presença de minha mãe, meu padrasto, minha irmã e meu sobrinho, foi um momento apagado... e ganhei um certificado.
Eu sei que estava explodindo de alegria por dentro, mas a grossa capa de coisas acumuladas não deixou essa explosão aflorar... recentemente a emissora de TV onde eu trabalhava fechou as portas em minha cidade. Desde então estou na rua, e como eu trabalhava nos bastidores (editor de jornalismo) conseguir um novo emprego não é fácil, pois a minha cara não é conhecida - mesmo tendo eu uma certa experiência como repórter.
Enfim, queria muito, mas muito mesmo explodir de alegria aqui no blog... mas o fato de só ter escrito sobre o assunto 8 dias depois já mostra que não ando bem...
Mas hoje, pra poder me animar um tanto, recebi a minha coleção de obras infantis de Monteiro Lobato... uma coleção de livros que fez parte da minha infância e sempre quis tê-la completa... agora tenho. E viva Lobato!
Talvez tenha sido o meu momento mais importante nos últimos anos... mas faltou muita coisa. Faltou festa, faltou minha Avó, faltaram amigos, colegas... e mesmo apesar da presença de minha mãe, meu padrasto, minha irmã e meu sobrinho, foi um momento apagado... e ganhei um certificado.
Eu sei que estava explodindo de alegria por dentro, mas a grossa capa de coisas acumuladas não deixou essa explosão aflorar... recentemente a emissora de TV onde eu trabalhava fechou as portas em minha cidade. Desde então estou na rua, e como eu trabalhava nos bastidores (editor de jornalismo) conseguir um novo emprego não é fácil, pois a minha cara não é conhecida - mesmo tendo eu uma certa experiência como repórter.
Enfim, queria muito, mas muito mesmo explodir de alegria aqui no blog... mas o fato de só ter escrito sobre o assunto 8 dias depois já mostra que não ando bem...
Mas hoje, pra poder me animar um tanto, recebi a minha coleção de obras infantis de Monteiro Lobato... uma coleção de livros que fez parte da minha infância e sempre quis tê-la completa... agora tenho. E viva Lobato!
24 setembro 2007
Clipe raro dos Beatles.
Raridade pra estrear vídeos no blog:
Versão original e mais completa que já achei até hoje do "promo" (clipe) da música Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles...
Versão original e mais completa que já achei até hoje do "promo" (clipe) da música Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles...
12 agosto 2007
A idade no rosto alheio
Engraçado...
Tenho reencontrado alguns antigos amigos. Gente que não vejo desde os tempos da escola e que, no inconsciente, eu sempre imaginei que estivessme exatamente do mesmo jeito, com a mesma cara, sem nenhum traço do tempo... mas que agora parecem muito mais os pais daquelas pessoas que eu gurado na memória...
O tempo nunca para... para ninguém.
Tenho reencontrado alguns antigos amigos. Gente que não vejo desde os tempos da escola e que, no inconsciente, eu sempre imaginei que estivessme exatamente do mesmo jeito, com a mesma cara, sem nenhum traço do tempo... mas que agora parecem muito mais os pais daquelas pessoas que eu gurado na memória...
O tempo nunca para... para ninguém.
25 setembro 2006
MUDEI
Por uma melhor mobilidade e por uma maior facilidade na hora de postar, corri e fiz um blog no ZIP:
http://anselmovieira.zip.net/
Ou seja, chegando aqui, corre pra lá... valeu!
http://anselmovieira.zip.net/
Ou seja, chegando aqui, corre pra lá... valeu!
FARENHEIT 451

Um pesadelo futurista. Essa expressão poderia definir bem a obra de Ray Bradbury, escrita em 1945 e levada aos cinemas britanicos em 1966 pelo diretor francês François Truffaut. A história se passa em um futuro onde o trabalho do corpo de bombeiros é queimar (exatamente, queimar) todo e qualquer livro que encontrem pela frente.
Os livros são caçados em buscas minuciosas nas residências e, quando encontrados, são empilhado e incinerados. Os possuidores de livros são detidos e não podem fazer nada contra essa piromania exarcebada.
Uma das primeiras cenas do filme, mostra uma dessas buscas. Livros são encontrados em lustras, aparelhos de tv ôcos, gavetas com fundos falsos. Quando são empilhados para queimar, um garotinho que está entre os curioso, apanha um exemplar e começa a folhear, deixando claro que não faz idéia do que seja aquilo.
Talvez seja um pouco impossível imaginar um mundo onde não haja livros nem leitura. Mas talvez esta seja apenas a metáfora não muito irreal de um suposto controle dos governantes sobre aquilo que chega ao povo. Pode ser que não seja possível queimar todos os livros existentes, mas este controle da informação pode ser uma realidade bem mais próxima do que se possa imaginar. Aqui mesmo no Brasil, quando a ditadura militar ainda existia, a informação, as artes e a cultura sofriam esta "pirofagia", sendo mutilada, apagada e, em não raros casos, destruída.
Como no poderia deixar de ser, um movimento de rebeldes é mostrado no filme como a frente de resistência contra esta destruição da memória escrita da humanidade. Escondidos em florestas e em guetos anônimos, cada membro desta sociedade secreta tem a função de guardar na memória um livro completo, decorado palavra por palavra. São verdadeiros livros vivos, uma espécie de revanche contra a queima dos exemplares físicos, uma vez que não há uma forma de se apagar a memória do indivíduo.
Uma das cenas mais marcantes é a que mostra um senhor no leito de morte, transferindo apra uma criança o livro que tme na memória. O menino decora palavra por palavra que é dita pelo ancião, deixando uma mensagem, como quem afirma que apesar de tudo, ainda há esperança.
22 agosto 2006
Uma lei importante que a imprensa mal noticiou
Por Ligia Martins de Almeida em 15/8/2006
"O presidente Luiz lnácio Lula da Silva sancionou ontem, no Palácio do Planalto, a Lei da Violência Doméstica e Familiar, que aumenta de um para até três anos a pena máxima de detenção. Agora, marido que bater na mulher poderá ser preso em flagrante e perder o direito de ver os filhos ou entrar em casa. O pagamento de multa ou cesta básica não livra mais da prisão o condenado." (O Estado de S. Paulo, 8 de agosto de 2006)
Se as leitoras interessadas nos seus direitos quiserem saber mais sobre a nova lei, vão ter que esperar que algum homem rico ou famoso vá preso por ter agredido a mulher. A impressão que se tem é que só quando os famosos ou poderosos cometem uma infração, a imprensa acorda para um de seus deveres fundamentais: informar os leitores. Principalmente se o assunto diz respeito a mulheres.
Até lá, a imprensa vai se manter nos limites do simples registro, agindo como se essa história de marido bater em mulher só acontecesse na periferia, entre os mais pobres e menos informados – as classes C e D, que não são exatamente o público alvo dos jornais de grande circulação. Nem o fato de a lei ter recebido o nome – Lei Maria da Penha Maia – de uma senhora de classe média, vítima do marido, também de classe média e com curso superior, fez com que a imprensa se dignasse a fazer uma cobertura mais ampla do fato.
Não se trata de abrir espaço ao presidente-candidato que, em plena campanha, aproveita todos os fatos para ganhar votos. Aliás, do ponto de vista do presidente, a cobertura deve ter sido considerada perfeita, já que sua fala – "A violência doméstica foi julgada durante anos pelas mesmas instâncias que arbitram um simples bate-boca entre vizinhos. O respeito ao direito, nas relações entre homem e mulher, é tão importante para a vida social quanto o fortalecimento das instituições políticas" – recebeu o mesmo grande destaque dado a tudo que ele diz.
Pautas especiais
Nem se trata de ignorar o fato de que a lei foi sancionada num dia em que os jornais, de novo, estavam com seu espaço tomado por mais um ataque do PCC em São Paulo. Seria até ingênuo esperar que os jornais tivessem repórteres disponíveis para sair atrás de mulheres espancadas ou maridos condenados a pagar uma cesta básica e mostrar arrependimento. Diante da violência generalizada, que assusta maridos, mulheres e filhos, nem razoável que as brigas domésticas merecessem mais atenção da mídia.
O que chama atenção é que a imprensa perdeu até o saudável hábito de fazer suítes das matérias. Poderia, por exemplo, ter ido atrás das mulheres espancadas e seus maridos condenados para fazer uma matéria no dia seguinte. Seria interessante saber – e os registros estão nas Delegacias da Mulher espalhadas pelo país – quantos desses casais continuam juntos. Seria interessante também descobrir quais mulheres têm coragem de denunciar os maridos (ou companheiros) que as agridem e, quando não prestam queixa, qual a justificativa. Mais interessante ainda seria saber se as mulheres vão se sentir mais seguras e se os maridos se sentirão intimidados sabendo que bater na mulher pode resultar em prisão.
Quem sabe as novelas – tão preocupadas em retratar o mundo real – façam o papel que deveria ser da imprensa: o de buscar os depoimentos das vítimas e agressores e, ao colocá-los no ar, promover um debate tão acalorado como o que se criou depois do famoso depoimento da senhora do orgasmo.
A esperança é que a ministra Ellen Grace, presidente do Supremo Tribunal Federal, cumpra o que prometeu no dia da promulgação da nova lei: "O Poder Judiciário, através do Conselho Nacional de Justiça, deverá recomendar a todos os Judiciários estaduais a criação de juizados especiais que cuidem da violência doméstica". É de esperar que isso aconteça rapidamente e que o assunto ganhe na imprensa – jornais, emissoras de rádio e televisão – o destaque que merece. Afinal, é um tema que pode ser discutido por psicólogos (por que o homem bate e por que a mulher consente?), sociólogos (50% dos casos de violência doméstica têm origem no consumo de álcool) e, é claro, advogados, que podem explicar todos os recursos que os maridos, presos em flagrante, podem usar para se livrar da prisão.
Extraído de "Observatório da imprensa" (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=394CID001 )
Engraçado... acabo de fechar o Cabrália Bom Dia (estou substituindo meu colega Fabyano) e o tema central do prografa foi justamente a nova lei. me surpreende o fato de que a grande imprensa não tenha dado ao assunto o destaque que essa notícia merecia... supreendente, para nao dizer outras misérias...
Por Ligia Martins de Almeida em 15/8/2006
"O presidente Luiz lnácio Lula da Silva sancionou ontem, no Palácio do Planalto, a Lei da Violência Doméstica e Familiar, que aumenta de um para até três anos a pena máxima de detenção. Agora, marido que bater na mulher poderá ser preso em flagrante e perder o direito de ver os filhos ou entrar em casa. O pagamento de multa ou cesta básica não livra mais da prisão o condenado." (O Estado de S. Paulo, 8 de agosto de 2006)
Se as leitoras interessadas nos seus direitos quiserem saber mais sobre a nova lei, vão ter que esperar que algum homem rico ou famoso vá preso por ter agredido a mulher. A impressão que se tem é que só quando os famosos ou poderosos cometem uma infração, a imprensa acorda para um de seus deveres fundamentais: informar os leitores. Principalmente se o assunto diz respeito a mulheres.
Até lá, a imprensa vai se manter nos limites do simples registro, agindo como se essa história de marido bater em mulher só acontecesse na periferia, entre os mais pobres e menos informados – as classes C e D, que não são exatamente o público alvo dos jornais de grande circulação. Nem o fato de a lei ter recebido o nome – Lei Maria da Penha Maia – de uma senhora de classe média, vítima do marido, também de classe média e com curso superior, fez com que a imprensa se dignasse a fazer uma cobertura mais ampla do fato.
Não se trata de abrir espaço ao presidente-candidato que, em plena campanha, aproveita todos os fatos para ganhar votos. Aliás, do ponto de vista do presidente, a cobertura deve ter sido considerada perfeita, já que sua fala – "A violência doméstica foi julgada durante anos pelas mesmas instâncias que arbitram um simples bate-boca entre vizinhos. O respeito ao direito, nas relações entre homem e mulher, é tão importante para a vida social quanto o fortalecimento das instituições políticas" – recebeu o mesmo grande destaque dado a tudo que ele diz.
Pautas especiais
Nem se trata de ignorar o fato de que a lei foi sancionada num dia em que os jornais, de novo, estavam com seu espaço tomado por mais um ataque do PCC em São Paulo. Seria até ingênuo esperar que os jornais tivessem repórteres disponíveis para sair atrás de mulheres espancadas ou maridos condenados a pagar uma cesta básica e mostrar arrependimento. Diante da violência generalizada, que assusta maridos, mulheres e filhos, nem razoável que as brigas domésticas merecessem mais atenção da mídia.
O que chama atenção é que a imprensa perdeu até o saudável hábito de fazer suítes das matérias. Poderia, por exemplo, ter ido atrás das mulheres espancadas e seus maridos condenados para fazer uma matéria no dia seguinte. Seria interessante saber – e os registros estão nas Delegacias da Mulher espalhadas pelo país – quantos desses casais continuam juntos. Seria interessante também descobrir quais mulheres têm coragem de denunciar os maridos (ou companheiros) que as agridem e, quando não prestam queixa, qual a justificativa. Mais interessante ainda seria saber se as mulheres vão se sentir mais seguras e se os maridos se sentirão intimidados sabendo que bater na mulher pode resultar em prisão.
Quem sabe as novelas – tão preocupadas em retratar o mundo real – façam o papel que deveria ser da imprensa: o de buscar os depoimentos das vítimas e agressores e, ao colocá-los no ar, promover um debate tão acalorado como o que se criou depois do famoso depoimento da senhora do orgasmo.
A esperança é que a ministra Ellen Grace, presidente do Supremo Tribunal Federal, cumpra o que prometeu no dia da promulgação da nova lei: "O Poder Judiciário, através do Conselho Nacional de Justiça, deverá recomendar a todos os Judiciários estaduais a criação de juizados especiais que cuidem da violência doméstica". É de esperar que isso aconteça rapidamente e que o assunto ganhe na imprensa – jornais, emissoras de rádio e televisão – o destaque que merece. Afinal, é um tema que pode ser discutido por psicólogos (por que o homem bate e por que a mulher consente?), sociólogos (50% dos casos de violência doméstica têm origem no consumo de álcool) e, é claro, advogados, que podem explicar todos os recursos que os maridos, presos em flagrante, podem usar para se livrar da prisão.
Extraído de "Observatório da imprensa" (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=394CID001 )
Engraçado... acabo de fechar o Cabrália Bom Dia (estou substituindo meu colega Fabyano) e o tema central do prografa foi justamente a nova lei. me surpreende o fato de que a grande imprensa não tenha dado ao assunto o destaque que essa notícia merecia... supreendente, para nao dizer outras misérias...
20 agosto 2006
Saudade & Saudosismo I
Abri este blog com a intenção de que ele faça parte da disciplina "Comunicação e Tecnologia" no meu curso de Comunicação da UESB. Aproveitei alguns postas antigos e este novo já vai contar com um pouco mais de interatividade, pois tem um link para uma música.
Sertão de Jequié - Dalva de Oliveira
(refrão)
Deixei meu ranchinho pobre
No sertão de Jequié
Vim pro Rio de Janeiro
Só pra ver como é que é
Vim pro Rio de Janeiro
Só pra ver como é que é
Deixei meu ranchinho pobre
No sertão de Jequié
Ai meu Deus, quanta saudade
Do meu bom "caboco"
Que beijava a minha boca
E me dava cafuné
Agora que eu já vi como é que é
Quero voltar bem depressa
Pro sertão de Jequié
(repete refrão 2x)
Passeei pela cidade
Vi morenas bem bonitas
Vi cinema e muita fita
Fui no Corcovado, então
Mas nada é mais bonito
Que as "muié" e a lua
Que "alumia" meu sertão de jequié
Meu sertão de Jequié...
(Baixe aqui esta música: http://www.megaupload.com/?d=T3XZ926S )
Sertão de Jequié - Dalva de Oliveira
(refrão)
Deixei meu ranchinho pobre
No sertão de Jequié
Vim pro Rio de Janeiro
Só pra ver como é que é
Vim pro Rio de Janeiro
Só pra ver como é que é
Deixei meu ranchinho pobre
No sertão de Jequié
Ai meu Deus, quanta saudade
Do meu bom "caboco"
Que beijava a minha boca
E me dava cafuné
Agora que eu já vi como é que é
Quero voltar bem depressa
Pro sertão de Jequié
(repete refrão 2x)
Passeei pela cidade
Vi morenas bem bonitas
Vi cinema e muita fita
Fui no Corcovado, então
Mas nada é mais bonito
Que as "muié" e a lua
Que "alumia" meu sertão de jequié
Meu sertão de Jequié...
(Baixe aqui esta música: http://www.megaupload.com/?d=T3XZ926S )
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