10 fevereiro 2006

Cidade Fantasma

Há muito eu não me conformo com o poder que Vitória da conquista, a minha cidade natal, tem de se consumir num processo de auto-destruição incontrolável. Uma simples passada pelas ruas das cidade já revelam isto com a quase total ausência de construções mais antigas. Fora uma ou outra casa, sobrado ou casarão, não há mais quase nada que denuncie que a cidade tem uma história.

Quando eu estava na quarta série do que na época chamavam de "primário", a minha professora disse uma frase que, com o tempo eu pude comporvar na prática: "Conquista não cresce, ela
incha". E quem não percebe isso? A cidade não expande, não se desenvolve, ela se acumula no meio, se destruindo se cosnumindo e tentando empilhar o "novo" por cima do "velho". Não sei se sou sonhador ou saudosista demasiado, mas é o que sinto quando passo pelas ruas onde vivi a infância e até mesmo a casa onde nasci não existe mais. Clinicas e lojas tomam o lugar dos antigos casarões que povoam minhas mais antigas lembranças.

Par completar o quadro do descaso, hoje fiquei sabendo que pelos cartórios de Vitória da Conquista, documentos da épcoa da escravatura são jogados sem o mínimo cuidado ao alcance de qualquer pessoa... e ninguém sequer se rpeocupa com isso, afinal de contas "esta papelada velha tem que ser queimada"...

A cidade que não tem ciumes de sua hstória pra mim é uma cidade morta...

4 comentários:

Anônimo disse...

teste

Ivalmar disse...

Concordo com vc!
principalmente pq conquista só "cresce" em tamanho e criminalidade. :P

Diego disse...

Eu li
e voltarei

Ricardo Ferreira disse...

Nada que tenha sido observado por você na sua infância pode resistir à ação do tempo - conforme-se com essa inexorável realidade física.

Abraço.